Até o final deste ano, o Consórcio Orla Rio irá construir mais oito quiosques, seguindo o modelo dos que já foram inaugurados, com deck e subsolo. As novas unidades terão painéis de vidro curvo composto de laminados de temperados, dois sanitários femininos e um masculino, boxes para banhos, duchas abertas com visibilidade para a praia, instalação de material antiderrapante nos banheiros, além de armários para guardar volumes e equipamentos de esporte de praia. Estão previstas a ampliação das facilidades de acesso aos portadores de necessidades especiais e a criação de um espaço para venda de artigos de conveniência. Além dos vidros instalados em painéis curvos e deslizantes, o material é utilizado também nos guarda-corpos dos acessos ao subsolo e compõe boxes dos sanitários, mictórios e pias.
Critérios de visibilidade, funcionalidade e durabilidade deram origem ao desenho circular dos quiosques, que têm cinco metros de diâmetro interno. O uso do vidro nos fechamentos fixos e móveis favoreceu, por outro lado, a vista do mar e produziu menor impacto na paisagem local.

Projeto inovador
O modelo dos novos quiosques foi projetado em 1999, pelo escritório do arquiteto e designer Guto Índio da Costa e vem sendo implantado desde o ano 2000, com custo pouco superior a R$ 1 milhão por quiosque. As unidades, localizadas em frente à Praça do Lido, próximo ao Posto 6, estão recebendo guarda-sol de aço inox, fibra e vidro laminados de temperados curvos. A mudança proporciona proteção contra chuvas e ventos, oferecendo maior conforto ao cliente.
A cada par de quiosques, geralmente, é construído um subsolo, porém, cada setor do Projeto Orla Rio terá analisada a viabilidade de implantação dos subsolos, em função das diversas dimensões das faixas de areia. Na Prainha, por exemplo, prevê-se sua substituição por equipamentos na cota térrea, a serem implantados junto aos estacionamentos de veículos.
Enquanto, alguns comemoram o anúncio, muitos criticam a demora na execução. O projeto inicial previa a reforma dos 309 quiosques, situados entre o Leme e a Prainha, numa extensão de 52 quilômetros em 15 anos. Somente 32 foram renovados até o momento, sem contar com os oito em construção. Além de Copacabana, serão três áreas de intervenção – Arpoador, Ipanema e Leblon; São Conrado, Barra e Recreio; e Prainha.

Vidro importado do Sul
Não foi divulgado anteriormente, mas os quiosques instalados até o momento utilizaram caixilhos e vidros produzidos por empresas gaúchas. A concorrência para execução da obra foi vencida pela empresa RGB do Brasil, de Caxias do Sul (RS) que, por sua vez, fez parceria com a Tecnovidro, de Farroupilha (RS) para fornecer os vidros.
A Tecnovidro, empresa que atua há 25 anos no setor vidreiro, atende também ao setor moveleiro e automotivo, fornecendo janelas de vidros temperados curvos. Pertence ao empresário Marco de Bastiani.
Segundo Carlos Pegorini, gerente comercial da empresa, na época da concorrência não havia no Rio de Janeiro uma empresa capaz de produzir tais vidros, devido ao tamanho e à sua complexidade. Ele acredita que atualmente já exista.
O gerente afirma que a empresa sempre teve como proposta investir em equipamentos de ponta para encarar projetos diferenciados como esse. Explica que, às vezes, isso representa ficar com um equipamento caro e
sub-utilizado. Em outras, porém, o investimento traz resultados, tanto financeiro quanto de valorização do nome da companhia.
A estratégia da Tecnovidro também é criar e oferecer soluções diferenciadas. Os exemplos mais recentes são os vidros fornecidos já com molduras especiais de alumínio para a indústria moveleira, as catracas com vidro recentemente instaladas no Metrô de São Paulo. E projeto de alambrado de vidro que está sendo oferecido às construtoras dos novos estádios em construção por todo o País. Este último é composto de vidro antivandalismo, laminado de temperados e engastado em viga de concreto.