No dia 22 de junho, as delegações dos 188 Estados-Membros, presentes na Rio+20, aprovaram o documento “O futuro que queremos”, no qual foi compilado o balanço dos dez dias de discussões sobre o desenvolvimento sustentável do planeta.
Segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o documento com 49 páginas fornece uma fundação firme para um bem-estar social, econômico e ambiental. Trata-se de um plano para os próximos dez anos que priorize a produção e consumo sustentáveis; e o combate à pobreza. Durante a Rio+20, sociedade civil, governos e setores privados assumiram quase 700 compromissos para garantir um planeta mais sustentável.
Entre os compromissos assumidos, está o que saiu da Cúpula dos Prefeitos, conferência realizada paralelamente à Rio+20. A comissão presidida pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, reúne 59 das maiores cidades do mundo, entre elas, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Durante a reunião, os prefeitos se comprometeram a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 12% até 2016.
Apesar dos avanços, algumas ONGs consideraram que faltou ousadia das autoridades na formulação do documento “O futuro que queremos”, que para elas acabou pecando pela falta de definições claras sobre responsabilidades específicas, repasses financeiros, definição de prazos para adoção de medidas e ampliação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Especialistas, porém, entenderam que o documento é realista e condizente com a situação econômica mundial que, de forma direta, interfere no cumprimento das metas.