Projeto vencedor do concurso do IAB foi desenvolvido pelo Estúdio 41, de Curitiba.

Projeto vencedor do concurso do IAB foi desenvolvido pelo Estúdio 41, de Curitiba.

Nos primeiros meses do ano, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), em parceria com a Marinha do Brasil, realizou o concurso Estação Antártica Comandante Ferraz, que selecionou o melhor projeto de arquitetura para as novas instalações da base brasileira no continente gelado.
O projeto vencedor foi elaborado pelo Estúdio 41, de Curitiba, e prevê vários ambientes com vidros. “Temos aberturas com vidro em praticamente toda a extensão da base: em todos os quartos, laboratórios, aberturas zenitais e também nas áreas de estar”, conta Eron Costin, um dos autores do projeto. Ele explica que o motivo que influenciou a equipe a adotar tantos ambientes com vidro se baseia em dois fatores: “o psicológico, pois a possibilidade de visuais para o meio externo ajudará muito no conforto psicológico dos usuários, que podem ficar confinados durante muitos dias ou até meses; e a conservação de energia, uma vez que a entrada de luz natural deve reduzir a necessidade de iluminação artificial”.
Como o trabalho ainda é prematuro, e ainda não há especificações técnicas dos materiais que serão usados, os arquitetos não souberam informar a quantidade de vidro que será usada na Estação. Por enquanto, é possível afirmar apenas quais serão os materiais que serão usados na base de 3.200 m²: a estrutura será metálica, a envoltória será de fibra de vidro, o isolante térmico será uma camada de 25 de PIR (polyisocyanurate), e os habitáculos internos serão em drywall.
O diferencial do projeto está justamente na simplicidade do mesmo, uma vez que toda a base deve ser montada no Brasil (ou em outro local previamente definido), testada, desmontada e levada em containers para a Antártica. “Resumir uma questão tão complexa ao mínimo de elementos construtivos foi provavelmente o fator decisivo para nossa vitória neste concurso internacional, aberto a qualquer escritório do mundo que quisesse se aventurar”, ressalta Costin.
Os arquitetos autores do projeto são: Emerson Vidigal, Eron Costin, Fabio Henrique Faria e João Gabriel Moura Rosa Cordeiro, todos eles do Estúdio 41. Entretanto, eles contaram com o apoio e a consultoria de outros catorze profissionais, entre arquitetos e engenheiros. Juntos, eles trabalharam durante um mês, desde o início do projeto, até a entrega do trabalho nos correios.

Cerimônia de Premiação

Cerimônia de Premiação

A cerimônia de premiação aconteceu no dia 15 de abril, na Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer, sede do Instituto de Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro.
Os três primeiros colocados foram premiados com uma quantia em dinheiro: os profissionais do Estúdio 41 – vencedor do concurso – ganharam um prêmio de R$ 100 mil, que é o adiantamento do valor do contrato, no valor de R$ 5.183.604,00 (valor cheio do contrato).
Além dos três principais trabalhos, quatro projetos receberam menções honrosas.

Em terceiro lugar, ficou o trabalho liderado por Igor Campos, do Estúdio MRGB, de Brasília. A equipe recebeu o valor de R$ 30 mil.

Em terceiro lugar, ficou o trabalho liderado por Igor Campos, do Estúdio MRGB, de Brasília. A equipe recebeu o valor de R$ 30 mil.

O segundo colocado foi o trabalho coordenado pelo arquiteto Luiz Adriano de Almeida, de São Paulo, que representa a Triptyque Arquitetura. A equipe envolvida com o projeto recebeu um prêmio de R$ 50 mil.

O segundo colocado foi o trabalho coordenado pelo arquiteto Luiz Adriano de Almeida, de São Paulo, que representa a Triptyque Arquitetura. A equipe envolvida com o projeto recebeu um prêmio de R$ 50 mil.

Mario Biselli, do Escritório Biselli Katchborian Arquitetos Associados, de São Paulo, ao lado dos coautores Roberto Fialho e Valéria Fialho, da Nave Arquitetos, e de Paulo Roberto dos Santos e Tais Cristina da Silva, do escritório São Paulo Arquitetos.

Mario Biselli, do Escritório Biselli Katchborian Arquitetos Associados, de São Paulo, ao lado dos coautores Roberto Fialho e Valéria Fialho, da Nave Arquitetos, e de Paulo Roberto dos Santos e Tais Cristina da Silva, do escritório São Paulo Arquitetos.

Ricardo Jorge Pessôa de Melo, do Escritório MVRF Arquitetura, de Recife, trabalhando com os coautores Xavier Guitart Tarrés (GAA Barcelona, na coordenação geral), Marcos Roger Berghänel (arquiteto de Barcelona, concepção e desenho) e Flávia Pessoa de Melo (direção de produção, Recife).

Ricardo Jorge Pessôa de Melo, do Escritório MVRF Arquitetura, de Recife, trabalhando com os coautores Xavier Guitart Tarrés (GAA Barcelona, na coordenação geral), Marcos Roger Berghänel (arquiteto de Barcelona, concepção e desenho) e Flávia Pessoa de Melo (direção de produção, Recife).

 

Anália Maria Marinho de Carvalho Amorim, arquiteta de São Paulo, ao lado do coautor Luiz Octavio Pereira Lopes de Faria e Silva.

Anália Maria Marinho de Carvalho Amorim, arquiteta de São Paulo, ao lado do coautor Luiz Octavio Pereira Lopes de Faria e Silva.

Vera Magiano Hazan, arquiteta, doutora e professora da PUC do Rio, com os coautores Fernando Betim Paes Leme, Luciano Álvares e Gabriel Kozlowski Maia.

Vera Magiano Hazan, arquiteta, doutora e professora da PUC do Rio, com os coautores Fernando Betim Paes Leme, Luciano Álvares e Gabriel Kozlowski Maia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estação Antártica Comandante Ferraz
Depois do incêndio que destruiu a base brasileira na Antártica, no dia 25 de fevereiro de 2012, a Marinha do Brasil procurou o IAB para que ele organizasse um concurso de arquitetura para a reconstrução da estação. O concurso foi lançado no dia 22 de janeiro de 2013, e contou com 109 equipes inscritas e 74 projetos entregues, dos quais seis foram desclassificados. Assim, dos 68 trabalhos julgados, doze eram do Rio de Janeiro.
Os projetos deveriam seguir um rígido termo de referência, com especificações para o conforto visual, sonoro, laboratórios e muitos outros aspectos. Entre os critérios exigidos para as novas instalações estavam a necessidade de contemplar uma infraestrutura com 19 laboratórios, biblioteca, academia de ginástica, lan house e centro cirúrgico de emergência.
Além disso, a Estação deve ter sistemas de água potável, energia, coleta e separação de resíduos sólidos, rede avançada de comunicações de dados e de voz, segurança, logística, instalações mecânicas e sistemas especiais, como fontes de energias renováveis.
Com uma área total em torno de 3.200 m², a estação será reconstruída no mesmo local onde estava a anterior, e custará aproximadamente R$ 72 milhões. A capacidade estimada é de 64 pessoas durante o verão e de 34 no inverno.
A previsão é que o processo licitatório para a execução do projeto termine no fim deste ano. O lançamento da pedra fundamental da estação está previsto para o próximo verão antártico. A Marinha trabalha para iniciar a operação da nova estação até março de 201