Ser otimista é bom e faz bem a saúde. Contudo, não dá para virar as costas para o momento difícil que o Brasil atravessa. Basicamente, jogamos no ralo a maior empresa do país; vivemos uma crise política, cujos desdobramentos ameaçam as nossas próprias instituições; perdemos a vontade, a crença e a confiança em realizar novos investimentos; somos reféns de um projeto de poder que arruinou as finanças públicas; descobrimos que a corrupção transformou-se numa epidemia nacional,  atingindo números que espantam o mundo.
Como não há nada de ruim que não possa ser piorado, o próprio posicionamento do nosso produto na cadeia da construção civil não deixa dúvidas que sentiremos saudades de 2015.
Apenas ressalvo que esse país é grande e rico demais. Isso me traz a confiança de que basta que se restaure a credibilidade e o juízo dos líderes políticos dessa nação, e logo voltaremos aos trilhos do crescimento e da normalidade.