No curso de Medicina, o austero professor dirige-se ao aluno e pergunta:
– Quantos rins nós temos?
– Quatro – respondeu o aluno sem titubear.
– Quatro? – replica o arrogante professor, debochando da resposta. – Tragam um fardo de palha, pois temos um burro na sala – ordena o professor a um dos seus auxiliares.
– E para mim, basta um cafezinho! – disse rápido o aluno.
O professor furioso expulsou o aluno da sala. O aluno chamava-se Aparício Torelly Aporelly, mais conhecido como Barão de Itararé.
Ao sair o aluno ainda teve a audácia de corrigir o irritado mestre:
– O senhor me perguntou quantos rins “NÓS” temos. Pois insisto que “NÓS” temos quatro. Dois meus e dois seus. Para seu governo, prosseguiu o aluno, “NÓS” é um simples pronome pessoal flexionado no plural. Portanto, tenha um bom apetite e delicie-se com o seu fardo de palha.
Quando você pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e troca todas as perguntas.
O mecânico trabalhava desmontando o cabeçote e as válvulas do motor de um carro, quando reparou que o cardiologista mais famoso da cidade prestava atenção em tudo o que ele fazia. Depois de algum tempo ele se levanta, caminha até o médico e pergunta:
– Pois é, eu abro o coração desse motor, retiro tudo lá de dentro, desentupo as válvulas, conserto os cabeçotes, coloco tudo de volta no lugar e depois fecho o motor. Quando termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Como se explica que, fazendo coisas bem parecidas, o senhor ganha tanto e eu tão pouco?
O professor sorri e fala baixinho para o mecânico:
– Tente fazer como eu faço. Abra, troque, limpe, conserte e feche de novo. Mas com o motor funcionando.