Celina_Sincavidroa

Faz 25 anos que um movimento bilateral formado pelo Sindicato Atacadista de Vidros do Rio de Janeiro e o Sindicato Atacadista de Vidros de São Paulo, decidiu dar um passo adiante e fundou a ANDIV (hoje ABRAVIDRO).
Lógico que o mercado se transforma, progride e evolui. Ainda mais em 25 anos. Contudo, vale a reflexão, será que toda essa evolução não nos afastou um pouco das nossas origens?
Meus neurônios certamente envelhecidos e provavelmente mal tratados podem me trair, por isso rogo a minha querida Celina Araújo – Superintendente da ABRAVIDRO – para me corrigir se eu estiver na tangência de um Alzheimer qualquer da vida.
A fundação da ANDIV (ABRAVIDRO) foi registrada numa ata com a presença dos respectivos fundadores. Não me lembro quantos foram, mas posso assegurar que dentre as empresas representadas, 80% delas tinham no comércio e nos serviços suas atividades principais. Talvez uma, no máximo duas, atuavam exclusivamente no setor de transformação. (Fica a Celina com a responsabilidade da averiguação)
Como falei lá em cima, é certo que o mercado mudou. As empresas que progrediram, migraram do comércio ou do serviço para a transformação. Alguma teoria, sei lá vinda de onde, intuiu que os investimentos no comércio para torná-lo maior, melhor e mais moderno, sucumbiu aos encantos da transformação.
Esse fenômeno (eu entendo, mas não explico) proporcionou uma evolução sem precedentes na indústria processadora de vidros no Brasil. Sem nenhum favor, o que temos aqui nos enche de orgulho e comprova a disposição e empreendedorismo do empresário brasileiro. Registre-se que atrás desse parque fantástico temos uma indústria de base que, simplesmente, conta com os quatro maiores grupos do mundo produzindo no Brasil.
Abro parênteses para mais uma constatação: todos esses setores se encontram apoiados, respaldados, organizados, amparados e com suporte significativo em entidades representativas proativas e eficientes.
E o comércio? E os serviços?
Temo que estejamos colocando um “Trem Bala” de última geração nos trilhos centenários da Central do Brasil. Certamente esse trem não vai desenvolver suas potencialidades previstas.
Exemplo disso é ver um campeão nacional de vendas, produzido com vidro de primeiro mundo, tratado com processos de primeiro mundo, ameaçado de morte publicamente em horário nobre. Tudo porque em algum ponto da linha “alguém” vende errado, instala pior ainda e nem se dispõe a prestar uma simples manutenção remunerada.
O ruim é que ninguém faz idéia do tamanho da influência que esse “alguém” tem nesse mercado. Pior ainda, é observar que esse “alguém” não tem noção das oportunidades que está perdendo por absoluta falta de orientação.
Menos mal que dessa vez a Celina deu o recado na telinha.