Outro dia presenciei longa discussão na mesa de um bar frequentado por vários senhores na Barra da Tijuca. O assunto dividiu o grupo e serviu para que eu refletisse sobre as diversas faces da razão.  Leiam e abstraiam sua própria opinião: Paulo, uma das pessoas mais conhecidas do grupo, por alguma razão precisava de R$ 5 mil emprestados para saldar um compromisso ainda naquele dia. Depois de algumas tentativas encontrou Murilo, que se dispôs a fazer o favor ao amigo.
Porém, já era quase final do expediente bancário e Murilo tentou empurrar a operação para o dia seguinte. Necessitado, Paulo argumentou que era muito importante ter a quantia ainda naquele dia.
Convencido da urgência, Murilo saiu do seu escritório e foi ao banco sacar o dinheiro. Já eram quase 16hs e a agência botava gente pelo ladrão. Depois de enfrentar uma longa fila, Murilo, finalmente, pegou o dinheiro e partiu ao encontro de Paulo.
A partir daí começa a confusão: ao sair do banco, Murilo foi abordado por dois homens numa motocicleta que, após rendê-lo, levaram todo valor sacado. Depois de se recuperar do susto, Murilo voltou para o escritório e comunicou ao Paulo sobre ocorrido.
Ainda naquela noite os dois se encontraram no bar. Murilo argumenta que estava sossegado no seu trabalho quando recebeu uma ligação do amigo que, urgente, lhe pediu um favor, por isso, nada mais justo que Paulo lhe pagasse os R$ 5 mil roubados. Do outro lado da mesa, Paulo retruca que não poderia pagar por um dinheiro que não havia sequer recebido. Além disso, se o seu problema era de R$ 5 mil agora, pela lógica do Murilo, dobrara para R$ 10 mil.
Resumindo o assunto, os dois estão brigados, Paulo não pagou a suposta dívida e o bar ficou dividido entre os pró Murilo e os pró Paulo.
E você de qual lado fica?