Com certeza, o fato de você estar no lugar certo, na hora certa e  nutrir um dom de empreendedor, até hoje é muito mais eficiente do que você possa imaginar. Quer ver alguns exemplos?
Avon
Fundação: 1886
País: Estados Unidos

David H. McConnel nunca teve a intenção de criar uma companhia de produtos de beleza. Ele era, na verdade, um vendedor de livros que viajava oferencendo seus produtos de porta em porta. Quando fechava uma venda para uma mulher, ele costumava entregar um pequeno frasco de perfume como brinde. Com o tempo, ele reparou que sua clientela feminina estava mais interessada no “mimo” que recebia do que nos livros. Com essa percepção, ele fundou a Avon, em 1886. Na época, a empresa se chamava The California Perfume Company  e só vendia perfumes.
A primeira representante Avon se chamava Persis Foster Eames Albee e foi contratada por McConnel para ajudar a elaborar um modelo de vendas efetivo. Em suas viagens como vendedor de livros, ele havia percebido que muitas donas de casa ficavam sozinhas e entendiadas enquanto seus maridos trabalhavam. Assim, era responsabilidade de Persis recrutar essas mulheres para se tornarem representantes. McConnel acreditava que elas tinham uma habilidade natural para fazer contatos e vender produtos para outras pessoas.
Coca-Cola
Fundação: 1892
País: Estados Unidos

Não dá para saber se o farmacêutico John Pemberton tinha noção da fórmula bilionária que estava criando quando inventou a Coca-Cola. Reza a lenda que ele pretendia desenvolver um novo tônico quando misturou aromatizante cor de caramelo com água gaseificada. Deu no que deu.
No começo, a Coca-Cola era vendida na porta da farmácia onde Pemberton trabalhava, em Atlanta. O copo custava 5 centavos. No primeiro ano de criação da bebida, os ganhos de seu criador ficaram em torno dos US$ 50 – o que representava uma perda, já que o investimento para produzí-la era de mais de US$ 70.
Se Pemberton não sabia como fazer sua criação se tornar um sucesso, outro farmacêutico sabia. Em 1887, Asa Candler fez uma oferta de US$ 2.300 pelo refrigerante. O acordo foi fechado e, menos de três anos depois, a Coca-Cola havia se tornado conhecida nos Estados Unidos.
Muito mais do que uma receita secreta, a fórmula para o sucesso da Coca-Cola foi propaganda. Era difícil encontrar um muro em Atlanta que não estivesse pintado, em vermelho e branco, com o logotipo da marca. Candler colocou o nome da bebida em relógios, urnas, calendários e os distribuía para comércios locais. Além disso, ele fazia algumas ações promocionais, oferecendo cupons para as pessoas provarem o tônico de graça. A estratégia funcionou.

Nike
Fundação: 1964
País: Estados Unidos

Acredite: no começo de sua história, a Nike importava produtos da japonesa Onitsuka Tiger, hoje conhecida como ASICS. A empresa, que na época se chamava Blue Ribbon Sports, foi fundada porque o atleta Phil Knight e seu treinador, Bill Bowerman, ambos da Universidade de Oregon, sentiam falta de produtos próprios para a corrida. Daí veio a ideia de iniciar um negócio. Cada um deu US$ 500 para trazer 300 pares de sapatos do Japão para os Estados Unidos.
Em meados dos anos 1970, eles rebatizaram a empresa de Nike e adotaram o símbolo conhecido como “Swoosh” – desenhado por uma estudante de design gráfico que recebeu, veja bem, apenas US$ 35 por sua criação. Na época, a relação com a empresa japonesa não ia bem e os sócios decidiram começar a produzir os próprios calçados. As cobaias dos experimentos eram os próprios alunos da faculdade de onde os dois vieram.
A Nike deslanchou na década de 1980, graças ao lançamento da tecnologia Nike Air, no tênis de corrida Tailwind. Mais tarde, a parceira com o jogador de basquete da NBA, Michael Jordan, ajudou a sedimentar a companhia como uma das maiores do mundo.
LEGO
Fundação: 1932
País: Dinamarca

A Lego nasceu de uma das maiores crises já vividas pela Europa. Ole Kirk era o dono de uma loja de artigos de madeira, na cidade de Billund. Ele criava e vendia móveis para as casas dos fazendeiros da região. Em 1929, no entanto, a Grande Depressão trouxe um cenário difícil para o carpinteiro, já que ninguém mais podia gastar dinheiro com nada além do necessário. Ele começou, então, a criar miniaturas de móveis e foi isso que o incentivou a produzir brinquedos. O nome Lego é uma redução da frase “leg godt”, que, em dinamarquês, significa “brincar bem”.
No início, era tudo de madeira: cofrinhos, carros, caminhões, casas. O negócio não era muito rentável, mas era melhor do que continuar vendendo móveis – pelos quais pouca gente podia pagar naquele momento. Alguns agricultores da região, por vezes, ofereciam comida em troca dos brinquedos.
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, em meados da década de 40, o plástico chegou à Dinamarca. Uma das primeiras medidas de Kirk foi comprar uma máquina de moldagem do novo material. Ele patenteou, então, as famosas peças de encaixar.