No primeiro de outubro é comemorado o dia do vendedor.  Mas, afinal, o que é um vendedor?
Sem querer entrar em polêmica com as prostitutas, considero que o vendedor é o profissional mais antigo da história da humanidade – contudo, em outra hora, aceito discutir o assunto.
Para começar, ele já ensaia seu ofício na mais tenra idade. O choro do bebê manhoso que embute aspectos de uma troca, dignos de mercados mais desenvolvidos. Querem outro exemplo? Quando perdemos preciosos minutos na frente do espelho, ajeitando o cabelo, caprichando no nó da gravata ou retocando detalhes da maquiagem, não estamos de alguma forma, embrulhando um produto para vendê-lo melhor?
Bem, essas considerações servem apenas para justificar a afirmação inicial. Na verdade, todos nós, em diversos momentos, independente da nossa formação, fomos, somos e seremos vendedores. Por isso, pense duas vezes antes de dizer que você odeia os vendedores.
Porém, é preciso separar os amadores dos profissionais. Essa tarefa também é simples. Vendas são feitas aos milhares, a cada fração de segundo, sem que vendedores sejam utilizados. Supermercados, bilhetes de avião, internet e muitas outras coisas que compramos, não disponibilizam um vendedor para nos atender. Acontece que o mundo mudou.
Nesse novo ambiente, o que diferencia atualmente o bom do mal vendedor mudou. Há alguns anos quem vendia tinha que entender do produto. Hoje, quem vende tem que entender também de gente. Aquele cara que está atrás do balcão, pronto para atendê-lo, tem que ser agressivo, precisa saber, saber fazer e querer fazer. O conhecimento resume todo o diferencial competitivo.
Portanto, lembre-se que quando você entrar numa loja para comprar a roupa que você “namora” há vários meses, a roupa já está vendida sem precisar de vendedor. Mas se, sem saber direito a razão, ao sair da loja, além da roupa cobiçada, você tiver comprado um par de sapatos para combinar com a roupa e uma carteira para combinar com os sapatos, tenha certeza absoluta: nessa loja tinha um grande vendedor.