A Laminar possui 70 funcionários e produz 60 mil metros quadrados de vidros por mês

A tecnologia da Laminar permite a fabricação de vidros laminados de 2.600 mm x 4.400 mm

A Laminar vai bem, e se prepara para ampliar ainda mais sua produtividade. Acaba de implantar sua segunda autoclave, mais potente e moderna que a primeira. As duas passaram a trabalhar lado a lado com cargas diárias.
Para quem não conhece a rotina de uma laminadora de vidros brasileira o parágrafo acima não diz muito. Basta, entretanto, citarmos o fato de que muitas delas ligam sua autoclave, que é o equipamento que finaliza o processo de laminação, somente duas ou três vezes por semana.
Para que as duas autoclaves da Laminar sejam abastecidas diariamente é preciso que os vidros passem por um processo de corte, lavagem e, depois da laminação, que sejam lapidados. Por isso, a empresa investe também em novos e modernos equipamentos de corte e lapidação.
A chegada de mais equipamentos, por sua vez, está exigindo que a empresa amplie seu espaço físico. Devido a isso, a parte administrativa deverá mudar-se ainda este ano para um novo prédio que está sendo construído ao lado do galpão principal.
Em operação desde outubro de 2008, a Laminar Vidros continua figurando como primeira e única laminadora com Polivinil Butiral (PVB) do estado do Rio de Janeiro. Em pouco tempo a empresa atingiu sua capacidade máxima de produção.
Conta atualmente com 70 funcionários e produz aproximadamente 60.000 metros quadrados de vidros laminados de diversos tipos por mês. A tecnologia da Laminar permite a fabricação de vidros laminados de 2.600 mm X 4.400 mm, em diversas espessuras e cores.
A empresa trabalha com o vidro baixo-emissivo Low-E, para isso possui uma unidade de corte especialmente desenvolvida para esse tipo de vidro. Também é uma das poucas empresas nacionais que trabalham com o interlayer Sentryglas, da Dupont, destinada a aplicações especiais que exigem alta resistência.
Com a ampliação, a área fabril, que possuía 4 mil metros quadrados, será ampliada para 6 mil metros quadrados. A segunda autoclave italiana Terruzi instalada é equipada com tecnologia de ponta que facilita a produção de vidros laminados com até 70 mm de espessura, além da autoclavagem nos vidros com sacos de vácuo.
Para que pudesse ser criada, a Laminar superou diversos paradigmas do mercado, começando pelo fato de ter sido montada com a parceria de cinco empresas concorrentes: Disvidro, Grupo Paris, New Temper, SaintGermain e Vimolbrás. O objetivo que uniu os diretores de tais empresas foi o de desenvolver o mercado vidreiro do Rio de Janeiro que, anteriormente, comprava de empresas de São Paulo seus vidros laminados com PVB. A laminadora passou a atender todo o Brasil por meio das cinco empresas sócias, responsáveis pela comercialização.
Segundo o gerente geral da empresa, Marcelo Thomaz, a expansão da Laminar também ocorre no ambiente comercial, no qual a empresa está fortemente focada na busca de representantes ao longo do país.