Forno vertical da VetroRio, que, em breve, será substituído por um forno horizontal | crédito: Elmo Pires

Empresas diferentes, que até concorrem entre si em alguns momentos, Vetro-Rio, BR Vidros, Glass Rio e Glass Fer têm duas coisas em comum: o sobrenome de seus proprietários e o fato de estarem se equipando para o crescimento do consumo esperado para a cidade do Rio de Janeiro e região, por conta dos investimentos e obras anunciados para os próximos anos.
As quatro empresas da família Ferreira da Silva investem, há mais de um ano em equipamentos e treinamento para seus funcionários. A Glass Rio, fundada por Roberto Ferreira da Silva, possui 22 anos de mercado atuando na distribuição de vários tipos de vidros. As demais empresas são dirigidas por seus filhos. Roberto Lopes Ferreira da Silva é responsável pela Vetro Rio, que tem na têmpera de vidros sua principal atividade.  A BR Vidros é dirigida por Tiago Lopes Ferreira da Silva e distribui vidros comuns, laminados e espelhos, além de produzir o vidro duplo e prestar serviços de mão-de-obra em lapidação e bisotê. E a Glassfer, por sua vez, é administrada por Pedro Lopes Ferreira da Silva que, além da distribuição de vidros trabalha com ferragens, kits e ferramentas.
Os maiores investimentos estão na construção de um novo galpão para a Glass Rio, que irá ocupar um terreno com aproximadamente 4 mil metros quadrados no bairro Camorim, próximo ao Riocentro e na substituição do forno vertical da Vetro Rio por um horizontal com capacidade para temperar chapas de até 2,20 x 3,60 m.
Para este ano de 2012 está prevista a inauguração do novo galpão, que só não foi concluído ainda devido a questões burocráticas, a instalação do forno horizontal na sede da Vetro Rio e a chegada de mais uma lapidadora e uma biseladora na BR Vidros.
Segundo Roberto Lopes, o forno vertical da Vetro Rio está operando desde 2006 e a intenção de mudança para o horizontal existe desde 2010. Para essa alteração, já estão sendo feitos vários ajustes como a recente substituição da lavadora, da furadeira e instalação de cavaletes, paliteiros e gabinetes de box para o estoque. “A empresa tem feito diversos investimentos para se adequar à demanda esperada com o forno horizontal, pretendemos ser uma empresa bem enxuta” explica o empresário.

Empresa BR Vidros adquiriu, recentemente, uma lapidadora (à direita) para acelerar a produção de vidros

Roberto Lopes pretende, a longo prazo, atingir a capacidade máxima de produção de um forno horizontal. Mas sabe que, para alcançar sua meta deve sempre estar investindo em novos equipamentos e tecnologia. Destaca também que seu endereço está em uma localização privilegiada, a dez minutos da Barra da Tijuca e Recreio, mas pensa em breve, se instalar em um galpão mais amplo, mantendo o atual endereço como ponto de venda e logística.
Junto com a instalação do novo forno serão acrescidas uma lapidadora, que se somará às duas que já estão em operação e mais uma mesa de corte automática.
Paralelamente, na BR Vidros, serão instaladas mais uma lapidadora e mais uma biseladora, totalizando quatro equipamentos em operação para lapidação e bisotê. Recentemente, a empresa adquiriu também uma mesa de corte automática e aumentou a capacidade de estocagem de vidros. “Temos perspectiva de estocarmos boxes e não ficarmos só na distribuição de comuns e laminados como atualmente”, explica Tiago Lopes.