casa na serra

O projeto Casa na Serra, erguido em Itaipava, venceu na categoria Residencial Campo

Dois projetos cariocas estão entre os vencedores do prêmio “O Melhor da Arquitetura”, promovido pela revista Arquitetura&Construção, da Editora Abril, entre agosto e outubro passados.
Nesta quinta edição, foram inscritos 498 trabalhos e 74 finalistas foram selecionados para concorrer ao prêmio, que tem como objetivo destacar a criatividade dos profissionais, os projetos inovadores, as soluções sustentáveis e os aspectos técnicos e estéticos utilizados. A votação ocorreu pela internet.

apartamento de luz

O Apartamento Luz foi premiado na categoria Residencial

Na categoria Residencial, obteve a primeira colocação, o projeto de reforma do Apartamento Luz, assinado por Rafael Borelli e Christiane Laclau. Os atuais 230 m² da moradia são resultado da união de dois imóveis vizinhos herdados pelos proprietários, um jovem casal sem filhos. Com a soma, o apartamento conquistou não apenas amplitude como uma fatia significativa da fachada do prédio, parte com vista para o mar da Barra da Tijuca. Situadas no centro da planta baixa atual, pois formavam o ponto de junção entre as unidades, as salas se converteram numa ampla área social com espaços de estar e de jantar, de onde se articula o acesso aos demais ambientes. Como a ideia dos arquitetos era adicionar luminosidade ao projeto, nada mais coerente do que eleger acabamentos claros, a exemplo de travertino e mármore branco piguês. O projeto da Casa na Serra foi contemplado na categoria Residencial Campo, acima de 300 m², desenvolvido pela Kaif Arquitetura/ Bernardes Arquitetura, que mantêm escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo.

casa na serra

A casa é circundada por vidro transparente laminado de 12 mm de espessura

Quando viram as duas imensas rochas existentes no lote em Itaipava, badalado e charmoso destino da serra fluminense, os profissionais tiveram a ideia de aproveitar os recursos naturais como suporte nas extremidades para a casa de 582 m². Compondo uma espécie de ponte, a morada em forma de pavilhão, disposta num único pavimento, permanece suspensa acima dos blocos de pedra, gerando um vão livre de 28 metros de comprimento. Além da leveza obtida, a opção de posicionamento no alto permite o vaivém de animais silvestres e mantém a umidade longe, situação bem-vinda frente ao clima frio da montanha. O aço corten (cuja superfície oxida) nas treliças aparentes dispensa pintura e ajuda a mimetizar a casa na paisagem. A casa é toda circundada por vidro transparente laminado de 12 mm e as esquadrias que acompanham os ambientes têm 2,70 x 2,70 m.