Cidade das Artes

O prédio Cidade das Artes, erguido na Barra da Tijuca, possui 3.530 m² de vidro usados na fachada e nos acessos internos do empreendimento.

Ainda sem previsão de funcionamento, a Cidade da Música, que depois passou a chamar-se Cidade das Artes, localizada na Barra da Tijuca, é um complexo cultural que destaca o vidro na fachada e nas áreas internas.
A obra, gerenciada pela RioUrbe, é executada pelo Consórcio Barra da Tijuca composto pelas Construtoras Andrade Gutierrez S/A, Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S/A e Técnicas Eletro Mecânicas TELEM.
Cercada de polêmicas e críticas em relação ao desperdício de dinheiro público, a Cidade das Artes foi inaugurada de forma inacabada pela administração do prefeito César Maia, em dezembro de 2008, quando já tinham sido gastos mais de R$ 431 milhões. Até 2009, foram executadas as estruturas de concreto; parte da Grande Sala, incluindo alguns serviços e acabamentos; parte das salas de ensaio e camarins e parte do paisagismo e do urbanismo.
De acordo com auditoria realizada pela atual administração, para que o projeto fosse finalizado faltava concluir sistemas de infraestrutura (equipamentos de combate a incêndio e pânico, distribuição de energia elétrica, sistema de automação, esgotamento sanitário, climatização), assim como corrigir intervenções que não foram feitas em conformidade com o projeto. Havia a necessidade de finalizar os ambientes de apoio (banheiros, camarins, depósitos), fazer a urbanização da esplanada, instalar elevadores, escadas rolantes, sistema de segurança (circuito interno de TV) e controles de acesso.
Para conclusão da obra, a atual gestão investiu outros R$ 90 milhões. Toda obra foi concluída, incluindo a Grande Sala, a Sala de Câmara, os camarins da grande sala, duas salas de ensaios, vestiários dos músicos, camarins das divas e banheiros dos músicos.
Na fachada do empreendimento foram utilizados 500 m² de vidro laminado com 12 mm de cristal incolor, laminado com 12 mm cristal incolor 6+2 de PVB incolor + 6 mm vidro incolor e 180 m² de vidro temperado de 12 mm. Já nos acessos internos 650 m² de laminado 8 mm SG LE- 40 CL4 + PVB incolor 4mm, espessura interna com 4 mm controle solar baixo emissivo, espessura externa 4mm incolor; 1.800 m² de laminado 10 mm SGLE CL4 + PVB incolor 4mm incolor, 6 mm controle baixo emissivo espessura externa 4mm; 400 m² de laminado 11 mm SGLE -40  CL6 +PVB incolor + CR incolor 5mm  vidro de controle solar baixo  espessura 6 mm externa.
Projeto foi premiado internacionalmente
Projetada pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc, a Cidade das Artes tem a maior sala de concertos da América Latina. Além da Grande Sala, com 1.650 lugares para orquestra sinfônica e adaptável para ópera, há uma moderna sala de música de câmara com 450 lugares com palco giratório, sete salas de ensaio, 10 salas de aula, centro de ensino, cinemas (três salas com capacidade total para 500 lugares), sala de eletroacústica e ambientes para futuras lojas, restaurante, cafeteria e midiateca, além de estacionamento.
O espaço cultural sediará exposições, apresentações de ballet, teatro, shows musicais, performances, feiras culturais e outros eventos. A prefeitura busca agora parcerias com a iniciativa privada para administrar o local e minimizar custos com a manutenção do prédio. Um edital está sendo preparado, mas ainda encontra-se em fase de avaliação. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro, o principal conceito desse projeto é unir todas as manifestações culturais e colocar esse equipamento no roteiro internacional.
A concepção arquitetônica moderna e sua integração no cenário natural da Barra da Tijuca, entre o oceano e a montanha, definem a principal marca desse empreendimento. De sua imensa esplanada, a dez metros de altura do solo, o visitante pode apreciar a beleza das formas arquitetônicas do prédio e a natureza ao seu redor. Seus grandes ambientes arejados e bem iluminados, com suas imensas paredes em forma de velas de barcos sobre a enorme esplanada contemplativa revelam a grandiosidade artística do projeto. A descrição do projeto no site do arquiteto compara o espaço a outros europeus. “A sala de concertos principal transmite o mesmo espírito das que se encontram em Paris e Luxemburgo. A concepção cênica redescobre as características do Teatro Elisabetano, com os músicos sendo cercados pela plateia.”
Em 2008, a Cidade das Artes recebeu o maior prêmio da arquitetura contemporânea, o International Architecture Awards, concedido pelo Metropolitan Art Press e o Centro Europeu de Artes de Design, responsáveis pela seleção dos mais representativos projetos da arquitetura mundial contemporânea. Os organizadores classificaram o projeto como “uma verdadeira obra prima de poesia”.
Dois outros projetos de Christian de Portzamparc foram premiados no mesmo ano: a Filarmônica de Luxemburgo, e Citadel, em Almera na Holanda. O renomado arquiteto coleciona títulos e foi agraciado com o Prêmio Pritzker em 1994, o Nobel da Arquitetura. Especializado em obras culturais, é também criador da Cité de La Musique, de Paris, entre outros projetos de destaque na Europa.