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A primeira aplicação do Vidro Fotoluminescente foi ao redor de uma piscina, na Barra da Tijuca

O contorno de uma piscina localizada em um condomínio carioca talvez seja a primeira instalação com vidros fotoluminescentes do Brasil. O produto, como o nome já diz, possui pigmentos minerais fotoluminescentes que brilham no escuro por algum tempo quando a iluminação é interrompida repentinamente. Trata-se do primeiro produto do tipo que se tem notícia no Brasil.

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A peça de vidro é pintada com uma tinta especial, e após a fusão, no forno, ela consegue brilhar no escuro.

O vidro fotoluminescente, que já consta no Anuário de Tecnologia & Vidro foi criado pelo artista plástico paulistano Gustavo Benini, utilizando a técnica do fusing-glass. Benini aplica pigmentos minerais fotoluminescentes importados em uma composição de tinta especial e, após a fusão no forno, a peça de vidro fusing adquire a propriedade de brilhar no escuro por alguns minutos mesmo depois de se apagarem as luzes, fenômeno ligado à luminescência conhecido como fosforescência.
A utilidade de tal vidro é que, além de decorativo, atende aos requisitos de segurança em locais públicos, pois, em caso de perda repentina de energia e blecaute, as peças servem como orientação aos usuários. Os vidros luminescentes podem ser aplicados no revestimento de paredes e pisos. Segundo o artista, é possível também criar peças grandes capazes de cobrir paredes e fachadas de edifícios.

 

Luminescência, Fluorescência e fosforescência
A luminescência (ou fotoluminescência) é o termo geral que designa a transformação de outros tipos de radiação em luz. É chamada fluorescência quando a emissão de luz termina imediatamente ao cessar a radiação excitante, como as lâmpadas fluorescentes, por exemplo. Emprega-se o termo fosforescência quando ocorre emissão retardada de luz ou brilho residual. São substâncias fosforescentes os sulfatos alcalinos e alcalino-ferrosos além do sulfato de zinco.