A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) abriu espaço para a implantação de uma norma para os sistemas de envidraçamentos de sacadas. O projeto começou a ser elaborado em 2009, e ficou aberto para consulta pública até o dia 25 de novembro. Agora, o Comitê Brasileiro de Vidros Planos deve se reunir novamente para avaliar as considerações do público.

  Entre os pontos abordados no projeto estão o uso de vidro de segurança laminado ou temperado para o envidraçamento das sacadas e a enumeração de algumas situações nas quais o sistema de envidraçamento deve oferecer resistência e proteção ao morador, como:


Pressão de vento: O sistema não pode apresentar ruptura, colapso total ou parcial de qualquer um de seus componentes e ter seu desempenho comprometido;

Ciclos de abertura e fechamento: O sistema deve suportar 10 mil ciclos completos de abertura e fechamento, sem apresentar ruptura dos vidros, deterioração ou ruptura de qualquer componente.

  O envidraçamento de sacadas está sendo adotado por muitos moradores de prédios residenciais que estão optando por fecharem suas varandas para aumentar o espaço da sala ou até mesmo criar uma área de convivência agradável. E essa tendência de mercado vem abrindo muitas possibilidades para os vidraceiros, já que o material mais indicado para esses casos é o vidro.

  Para criar um padrão de qualidade no sistema de envidraçamento, a ABNT propôs a criação da norma. E desde 2009, a Comissão de Estudo de Vidros e suas aplicações na construção civil (CE – 37:000.03) do Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-37) já se reuniu 37 vezes para elaborar o 1º Projeto 37.000.03-008: Sistemas de Envidraçamento de Sacadas – Requisitos e métodos de trabalho.

  Essas reuniões contaram com mais de 60 empresas participantes, entre empresários, representantes de associações, consumidores e consultores. O Sérgio Koloszuk, diretor comercial da Alclean, foi um dos empresários que participou das reuniões da ABNT e defende a criação da norma para sistema de envidraçamento de sacadas: “A partir do momento que existe uma norma, passa a existir um parâmetro entre o certo e o errado – pois os consumidores não detêm o discernimento necessário para julgar isso. Com a norma aprovada, a indústria também terá parâmetros para saber o que é bom e o que é ruim, e isto orienta o desenvolvimento de novas soluções para este tipo de instalação”, argumenta.

Sobre os itens abordados no projeto de norma, Koloszuk ressalta os aspectos relacionados à segurança e aos itens de inclusão: “Acreditamos que as normas devem ser inclusivas, ou seja, que os vidraceiros tenham iguais condições de mercado às que têm as grandes empresas, desde que atendidas as condições de segurança”, finaliza.