Temos aqui no Brasil uma carga de impostos de primeiro mundo, porém, sem os mesmos benefícios. “Em 2011, o brasileiro trabalhou 149 dias; em 2010, foram 148 dias; em 2009, 147 dias, ou seja, a quantidade de dias dobrou em relação à década de 70, quando eram necessários 76 dias de trabalho para esse fim”, afirma o presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike.
Segundo o estudo do instituto, dependendo da faixa de renda, o contribuinte terá de trabalhar mais dias no ano para ficar em dia com o Leão. A pesquisa ainda faz uma comparação com a situação em outros países. “O Brasil fica atrás apenas da Suécia, onde o contribuinte destina 185 dias para o pagamento dos tributos. Na França, são necessários 149 dias; nos EUA, 102 dias; e no México, 95 dias”, afirma Olenike.
A principal diferença é que, nos outros países, o contribuinte recebe benefícios que dispensam investimentos adicionais em estradas, assistência médica, segurança patrimonial e outros.
O IBPT destaca que, além da tributação incidente sobre os rendimentos, como Imposto de Renda Pessoa Física, INSS, previdências oficiais e contribuições sindicais, o cidadão brasileiro paga tributos indiretos sobre o consumo, inclusos no preço dos produtos e serviços (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc) e sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). As taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública) também estão consideradas no cálculo.