A nova sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 chamou a atenção da mídia nacional pela inovação e preocupação com o meio ambiente. O prédio, de 20.938 m², foi erguido com uma tecnologia de sistema modular, que favoreceu a parte estrutural do edifício, diminuindo o uso de concreto e alvenaria.
No total, foram usados 1.368 módulos habitacionais. Cada um deles tem 6 x 2,44 m e possui estruturas de aço pré-moldadas que já chegam prontas no local da obra, o que possibilita uma construção três vezes mais rápida, com o mínimo de descarte de entulho. depois de montados e encaixotados, esses módulos são revestidos em ACM com vidros laminados verdes de 10 mm.

  Casa Contêiner é a nova aposta da construção civil

Os contêineres têm uma vida útil limitada para carregamentos de cargas. Mas o mercado de construção civil vem usando esse material com criatividade, combinando-o com vidro para garantir um toque de sofisticação e originalidade aos projetos residenciais e comerciais.
O uso dos contêineres como matéria-prima para a construção de residências e prédios comerciais já é uma tendência que tomou espaço na Europa, Ásia e nos Estados Unidos, e está sendo introduzida também no Brasil.

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  Essa nova aposta vem sendo levada tão a sério pelos profissionais do setor, que até já ganhou um evento exclusivo no Brasil: a Casa Foz Design, também conhecida por “A Casa-Contêiner”. O projeto traz uma proposta ousada e inovadora: a construção de uma casa utilizando 15 contêineres, com 498 m² de área construída e totalizando 1.020 m² de área de exposição, entre áreas internas e externas.
A primeira edição do evento aconteceu neste ano, em Foz do Iguaçu. Os arquitetos Karin Nisiide e Carlos Salamanca foram os responsáveis, e a Iguassu Invest foi a idealizadora do projeto. O evento tem como principal proposta apresentar uma nova maneira construtiva, sob os pilares da sustentabilidade, inovação e tecnologia.
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  O vidro, sendo um material 100% reciclável, não poderia deixar de faltar na Casa, que contou com a parceria da Rio Sul Vidraçaria para a instalação dos vidros temperados 6 mm nas janelas, e temperados 8 mm e 10 mm nas portas.
Entre os destaques do uso do vidro estava o trabalho da artista vidreira Thais Pontes, que fez a fachada da Casa com vidro reciclado. A parede de 53 m² foi coberta com peças de vidro coloridas em 18 tons diferentes de azul, com o intuito de representar as cataratas de Foz de Iguaçu. “O vidro, ao contrário do que a gente pensa, é um líquido, assim como a água. E, assim como os fundos dos oceanos, o vidro tem como principal componente a areia”, explica Thais ao justificar a escolha do material.
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  Os vidros foram fornecidos pelo Grupo Paris. A empresa calcula que a obra usou 6,5 mil metros de vidro laminado refletivo verde, com espessuras de 8 mm e 10 mm. A instalação dos vidros começou no ano passado. E neste ano, a última fase da obra deve ser finalizada.
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  A sede está localizada na Cidade Nova, no centro do Rio de Janeiro. E após os Jogos poderá ser desmontada e reutilizada para outro fim.