O consultor Antonio Cardoso (Cardosinho) mostrou, em sua palestra, os efeitos das normas no estímulo à produção de esquadrias. Ele cita que, em 2012, a produção total de alumínio foi de 1.436,4 mil toneladas, que é a mesma desde 2003. O consumo interno, nesse mesmo período, foi de 1.428 mil toneladas. Segundo informou, graças à reciclagem, o Brasil ainda não está importando, mas isso deve acontecer em 2014 e 2015.
Já na comparação com outros materiais, o alumínio vem crescendo gradativamente. Na composição de esquadrias, o aço lidera, com 47% do mercado, o alumínio vem em segundo, com 30%, seguido pela madeira, com 17%.
Cardoso destaca que, no último ano, o consumo de alumínio ganhou mercado, porém foi do ramo da madeira, devido aos apelos ecológicos e de sustentabilidade.
O palestrante discorreu sobre a evolução das fachadas, apontando como marco inicial o ano de 1965, com a construção de Brasília. Outras datas importantes mencionadas foram a abertura do mercado às exportações, no governo Collor, e os últimos 10 anos, quando as esquadrias evoluíram muito, chegando ao momento atual das unitizadas. “O que nós fazemos hoje bem perto do que é feito no Primeiro Mundo”, afirmou Cardosinho. Sobre o desempenho acústico das fachadas e janelas, afirmou que estão aprendendo. Já no ponto de vista térmico, defende que o setor “precisa aprender”. Citou que o pessoal do alumínio criou o sistema de aquecimento de perfis Thermal Break como reação ao PVC, para impedir a entrada do frio. O sistema é uma barreira ao frio: “como o alumínio é condutor, o frio vai passar pelo alumínio para o interior do ambiente e vai prejudicar o desempenho do vidro em torno de 10%”, citou.

Cardosinho e sua mesa debatedora

Cardosinho e sua mesa debatedora

DEBATES

Durante a rodada de debates, foi citado que o Brasil é o único país com estrutura que ainda faz o perfil 6060 para a construção civil, nos demais se utiliza o 6063.
Um dos debatedores afirmou que um produto regular bem fiscalizado é melhor que um produto ótimo mal fiscalizado, destacando que não vê quem irá fiscalizar e fazer cumprir a nova norma.