A construção da primeira fábrica da Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP) está em pleno desenvolvimento. A empresa contratou 600 pessoas para trabalhar na planta que está sendo erguida na cidade de Goiana, em Pernambuco, e terá 90 mil metros quadrados de área construída.
“Neste momento, vivemos uma fase na construção onde existem várias etapas em execução simultaneamente. De um modo geral, estamos executando desde a estrutura de cobertura do forno à estenderia”, conta Paulo Drummond, presidente da CBVP.

obras CBVP

Foto tirada em agosto da planta da CBVP, em Goiana (PE) | crédito: divulgação CBVP

A fábrica terá uma tecnologia inédita no Brasil, a Low Energy Melter (LEM), que reduz, em até 20%, o consumo de energia, em comparação com a média mundial das fabricantes de vidros planos.
No total, a empresa vai investir R$ 770 milhões para a construção da fábrica, que terá capacidade para produzir 900 toneladas de vidro float por dia. Serão fabricados vidros planos incolores e coloridos, entre outras variações, com espessuras que variam de 2 mm a 15 mm. A produção estará destinada a atender preferencialmente os mercados das regiões Nordeste e Norte e suprir parte da demanda de alguns estados do Centro-Oeste e do Sudeste. Com isso, a CBVP projeta um faturamento de R$ 500 milhões por ano, tendo como principal cliente a indústria da construção civil.
O término das obras está previsto para julho de 2013, a inauguração da unidade será em agosto do mesmo ano. Em fevereiro de 2011, a CBVP já começou a fazer contratações e 100 vagas de trabalho internas já foram preenchidas. Ao todo, a empresa irá gerar 370 empregos diretos e mais de 1.500 indiretos.
Mesmo sem a fábrica pronta, a CBVP comercializa vidros no Brasil desde agosto de 2011, quando a empresa inaugurou seu primeiro Centro de Distribuição no país, no município do Cabo de Santo Agostinho (PE), com capacidade para armazenar 11 mil toneladas de vidro. Já, em março desse ano, foi a vez do estado de São Paulo ganhar um Centro de Distribuição da fabricante, que foi instalado em Itaquaquecetuba (próximo a rodovia Ayrton Senna), que tem capacidade para armazenar 12 mil toneladas de vidro.
Os produtos vendidos pela Companhia são importados de parceiros internacionais de diversas partes do mundo. “Seguimos o comportamento de venda de mercado, que se concentra numa demanda maior de vidros planos incolores e coloridos, com espessuras de 2 mm a 12 mm”, explica Drummond.