Porto Olímpico

Projeto do Porto Olímpico foi o vencedor do concurso organizado pelo IAB-RJ.

Para a primeira edição do ano, a revista Sincavidro decidiu ouvir dos associados do sindicato o que eles esperam de 2013. Para isso, nossa equipe de reportagem entrou em contato com todas as empresas que fazem parte do Sincavidro. Os diretores que responderam as nossas perguntas estão a seguir.
Após avaliação do mercado vidreiro no ano passado, há de se concordar com Michael Artemenko, um dos sócios da Cristalive, que considera 2012 como o ano de investimentos e preparação para os próximos dois ou três anos. “Várias empresas no Estado fizeram investimentos, e outras, em um estágio mais avançado, já começam a operar com equipamentos adquiridos”, afirma.
Apesar de toda a movimentação no setor vidreiro em 2012 – com anúncios de novos fabricantes no Brasil e com as boas expectativas que o ano projetava no final de 2011 – muitas empresas fluminenses consideraram que 2012 não foi um ano tão positivo como era esperado.

Edifício Serrador

Fachada do Edifício Serrador é a maior estrutura somente de vidros já feita no Brasil.

Maria Madalena da Silva, proprietária da Marsyl, não guarda boas lembranças, pois este foi um ano difícil para as pequenas e médias empresas. Para ela, o último ano foi um “mercado de ilusão”. “Há grandes obras, porém a maioria já possui fornecedores direcionados, vindo de outros estados, o que faz esse crescimento ser irreal, pois o mercado fluminense acaba não tendo um grande desenvolvimento, como se é esperado”.
Vinícius Fernandes, proprietário da Califórnia Vidros também contou que 2012 não atingiu as expectativas da empresa: “O ano começou com grandes promessas, porém, no decorrer do mesmo as vendas tiveram uma queda considerável em relação a 2011”. Posição esta apoiada pela sócia-diretora da Vidros Belem, Adriana Skardanas Phebo: “Somente no início de novembro observamos uma demanda maior, mas ao longo do ano as vendas apresentaram uma baixa”.
No entanto, há quem tenha feito bons negócios em 2012. Amândio Nascimento, presidente do Grupo Paris, é um deles. “O ano foi muito positivo, notamos um início de crescimento do mercado da construção civil e com isso levando a reboque o nosso setor. Mas ainda esperamos e temos certeza de um crescimento mais acentuado nesse ano de 2013”, afirma.
Patrícia Dinis, diretora da Vidraçaria Maracanã, e Hugo Fernandes, um dos proprietários da Real Vidros, também concordam com ele e estão aproveitando a boa fase de suas empresas.
A TTR Vidros é mais uma empresa que vivenciou um bom momento em 2012, quando as fábricas trabalharam na capacidade máxima, e os produtos da empresa tiveram crescimento de valor agregado. “Apesar dos indicadores macroeconômicos demonstrarem um tímido crescimento bem abaixo das perspectivas governamentais, classificamos o ano de 2012 como positivo”, afirma o diretor da companhia, Vinícius Silveira Marques.

Copa, Olimpíadas e o Vidro

Parque Olímpico

Projeto do Parque Olímpico foi o vencedor do concurso organizado pelo IAB-RJ.

Os dois grandes eventos esportivos que serão sediados no Brasil prometem grandes obras no Rio de Janeiro, durante os próximos anos, e uma grande movimentação comercial no setor vidreiro. O Grupo Paris, como foi publicado na edição anterior da Sincavidro, já está aproveitando essas oportunidades, e, em breve, irá apresentar novos investimentos ao mercado.
Além das grandes obras, Vinícius Silveira Marques, diretor da TTR Vidros, acredita que esses eventos contribuirão para uma maior profissionalização do setor, por conta da demanda de investimento em máquinas e no treinamento de mão-de-obra. “Somado a isso, acredito que teremos um maior rigor fiscal com o advento do SPED de PIS e COFINS já em janeiro. Isso certamente trará uma competição mais justa para os próximos anos”, acrescenta. E para acompanhar o mercado, a TTR Vidros vem investindo na infraestrutura da empresa, que atualmente está em processo de expansão da unidade fabril. “Adquirimos, da Benteler, uma nova linha para a produção de Box integrada em uma linha de lapidação, furação e recorte de chapas de até 2600 x 6000 mm”, conta o empresário.
Maria Madalena, proprietária da Marsyl, também está confiante no crescimento do mercado em 2013. “Acho que o cenário será melhor para as pequenas e médias empresas, tendo em vista de que obras menores começarão a acontecer e o mercado ficará aberto para novos negócios”. Ainda neste ano, a Marsyl pretende inaugurar o novo espaço da companhia.
Investimentos também estão sendo feitos na Califórnia Vidros, que está adquirindo um terreno de cinco mil metros para trabalhar com vidros jumbo e aumentar o maquinário; e na Real Vidros, que está ampliando o galpão da empresa e focando na qualificação da mão-de-obra já contratada pela companhia.
Já a Vidraçaria Maracanã fechou contrato com uma empresa de tecnologia em informática para aprimorar o controle operacional. Além disso, a companhia vai adquirir novos equipamentos em 2013 para a movimentação e elevação de vidros nas obras. “Acreditamos que vamos aumentar a folha dos nossos colaboradores em 20% para atender a demanda”, acrescenta Patrícia Dinis, diretora da companhia.
A Cristalive também faz planos para 2013, quando pretende crescer no relacionamento com os clientes, para isso, a empresa já contratou mais uma vendedora para visitas periódicas, principalmente para atender aos clientes do interior do estado, que, segundo Michael Artemenko, sócio da companhia, aumentam cada vez mais, necessitando de um suporte maior.
Em vistas de todos esses investimentos, 2013 será um ano promissor para o setor vidreiro fluminense. E a revista Sincavidro, acreditando no potencial dos associados do sindicato, deseja a todos um ótimo ano!