Vidro valorizou os ambientes do Blue Moutain Hotel & Spa, em Campos do Jordão (SP)

A Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro) publicou recentemente a edição 2013 do “Panorama Vidreiro”. Trata-se de uma pesquisa desenvolvida junto a 60 empresas transformadoras pela GPM Consultoria Econômica.

Tomando como base as informações divulgadas no Panorama Vidreiro 2013, e outras pela Grande Imprensa, a Revista Sincavidro faz algumas reflexões e projeções arredondadas e simplificadas sobre o ramo para 2014. Confira!

Mais de 100% em cinco anos

O relatório da pesquisa destaca que, no período de 2009 a 2014, a capacidade produtiva de vidros float e impressos irá mais que dobrar. Os principais motivos são a chegada de dois novos fabricantes de vidros planos no Brasil, além das reformas e construções que aumentaram a capacidade instalada dos fabricantes que já atuavam no País.

Sistema de fixação tipo Spider comercializado pela GlassVetro

Pesquisa no setor vidreiro permite fazer projeções para 2014

A expectativa é que a capacidade dos seis fabricantes de vidros (AGC, CBVP, Cebrace, Guardian, Saint-Gobain Glass e UBV) em 2014 seja de quase 7 mil toneladas por dia – ou 208,5 milhões de quilos por mês, ou ainda 2,5 bilhões de quilos por ano. Se toda essa capacidade fosse comercializada no mercado interno pelos 196,5 milhões de brasileiros, teríamos um volume de 12,7 quilos por habitante ao ano.

Esses números são estimados excluindo-se as importações, que, espera-se, devem se manter em níveis mínimos devido à maior oferta do produto no Brasil.

Entretanto, a capacidade produtiva dos fornos geralmente não é atingida por diversos motivos. O número mais realista fica em torno de 20% a 22% abaixo desse potencial, equivalente ao consumo de 10 quilos por habitante ao ano, incluindo o vidro automotivo e o comum.

Arredondando-se os valores e considerando o consumo brasileiro de 3,34 milhões de veículos em 2012

Fachada interna feita com vidro laminado incolor da linha SGC Master Carré

(divulgado pela imprensa), é possível estimar o consumo dos dez quilos de vidros por brasileiro em todo o ano de 2014 divididos da seguinte forma:

3 quilos de vidros temperados – para construção civil e decoração (incluindo os serigrafados);

2 quilos de vidros automotivos (laminados e temperados);

2 quilos de vidros comuns;

1 quilo de vidros laminados (para construção civil e decoração);

1 quilo de espelhos;

1 quilo de outros tipos de vidros (incluindo tampos de mesas).

Lembrando que uma simples porta de boxe com vidros 6 mm já pesa 20 kg; portanto, não se trata de uma meta impossível de se atingir, principalmente se compararmos com o consumo dos países desenvolvidos, que ultrapassa 20 kg por habitante.
As projeções divulgadas no Panorama Vidreiro 2013, entretanto, divulgam que o crescimento do consumo aparente per capta dos vidros planos foi de 1,9% em 2012 – em relação a 2011 – chegando ao consumo de 8,90 quilos por indivíduo. Portanto, se projetarmos esse mesmo crescimento para o próximo ano (2014), será registrado o consumo de 9,07%; ou seja, mesmo nas perspectivas mais otimistas – de ausência de importações –, deverá haver excesso de produção de vidros no Brasil quando os novos fabricantes atingirem a capacidade máxima de produção, prevista para o segundo semestre de 2014.

Escada montada com vidro Master Carré.

Faturamento e mão de obra

Ainda segundo o Panorama, a indústria de transformação de vidros faturou pouco mais de R$ 4 bilhões, registrando um aumento de 10% em relação a 2011. Já o total de empregos diretos gerados por ela aumentou 2,03% em relação ao ano anterior, totalizando pouco mais de 31 mil trabalhadores.

Outro fato relevante citado no Panorama Vidreiro 2013 foi a importação de espelhos, responsáveis por 40% de participação de mercado em 2012. Os fabricantes tentam reverter esse quadro com a produção local. Todos os quatro fabricantes de float estão investindo pesadamente neste nicho de mercado.

Ainda segundo o Panorama, a indústria de transformação de vidros faturou pouco mais de R$ 4 bilhões, registrando um aumento de 10% em relação a 2011. Já o total de empregos diretos gerados por ela aumentou 2,03% em relação ao ano anterior, totalizando pouco mais de 31 mil trabalhadores.

Outro fato relevante citado no Panorama Vidreiro 2013 foi a importação de espelhos, responsáveis por 40% de participação de mercado em 2012. Os fabricantes tentam reverter esse quadro com a produção local. Todos os quatro fabricantes de float estão investindo pesadamente neste nicho de mercado.