AGC

Foto tirada no começo do ano, das obras da AGC, em Guaratinguetá (SP).

Já totalizam quatro os fabricantes de vidro float atuando no mercado nacional. Embora dois deles comecem a produzir no Brasil apenas no segundo semestre deste ano, já podem se considerar players ativos, pois já possuem carteira de clientes operando com vidros importados. Nossa reportagem entrevistou diretores e representantes dos quatro para saber como essa nova realidade está impactando no mercado e o que esperam para o futuro próximo. Confira:

Davide CapellinoDavide Cappellino, presidente da AGC Vidros do Brasil

Que lembranças a AGC guardará de 2012?
Para a AGC, 2012 foi um ano fantástico. Evoluímos significativamente na construção da nossa primeira fábrica no Brasil, respeitando o cronograma, o orçamento e, principalmente, nosso objetivo de fazer tudo com segurança e respeitando o meio ambiente. Além de tudo isso, que já seria suficiente para fazer de 2012 um ano “sem limites” para a AGC, consolidamos nossa entrada no mercado brasileiro, oferecendo aquilo que temos de melhor em todo o mundo em termos de produtos e serviços.

Em quanto a crise internacional prejudicou o desempenho do mercado, em 2012?
Mesmo com o cenário internacional desfavorável, nossa matriz no Japão não alterou em nada seu plano de investimento para o Brasil estimado em mais de R$ 800 milhões de reais. Muito pelo contrário, como o Brasil tem se saído bem apesar da crise externa, as expectativas em relação ao mercado brasileiro continuam as melhores possíveis.

Qual o conselho que a AGC gostaria de passar aos empresários do setor vidreiro para 2013?
Se depender da AGC, temos certeza que 2013 será um ano “sem limites” para todos nós! Aguardem nossos lançamentos já para o início do ano!

 

Leopoldo CastiellaRenato HolzheimRenato Holzhein e Leopoldo Garcez Castiella, presidentes da Cebrace

Que lembranças a Cebrace guardará de 2012?
Ano que não correspondeu às expectativas, com forte retração no primeiro semestre.

No ano de 2012 a Cebrace avalia que o mercado, como um todo, evoluiu, ficou estagnado ou retrocedeu na comparação com os anteriores?
Deve ter crescido cerca de 3% em relação ao ano anterior.

Em quanto a crise internacional prejudicou o desempenho do mercado em 2012?
Fica difícil dimensionar. Acreditamos que o fraco desempenho do mercado brasileiro seja, principalmente, devido a fatores internos de estímulo à economia. Principalmente no setor da construção civil.

Qual o conselho que a Cebrace gostaria de passar aos empresários do setor vidreiro para 2013?
Controle de gastos, qualidade de produtos e serviços, competição saudável, bem como no desenvolvimento de novas soluções em vidro e na sua valorização.

 

Henrique LisboaHenrique Lisboa – diretor comercial e de marketing da Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP)

Que lembranças a CBVP guardará de 2012?
Este foi um ano de grandes realizações para a CBVP. Já no começo de 2012, aconteceu o evento que marcou o início das obras da nova planta, que está em fase de construção no município de Goiana (PE). Ainda no primeiro trimestre, iniciamos as nossas vendas através das operações dos dois centros de distribuição da empresa, localizados em Pernambuco e em São Paulo.
Ao longo do ano investimos fortemente em treinamento para os nossos profissionais, realizados dentro e fora do País. Além disso, participamos de importantes eventos e feiras do setor e pudemos conhecer os nossos clientes de forma mais próxima, demonstrando o nosso jeito de fazer negócios e de construir relações duradouras.

Em quanto a crise internacional prejudicou o desempenho do mercado em 2012?
A crise internacional afetou muito menos o Brasil do que outros países. A estabilidade econômica, o crescimento dos setores da construção civil e automotivo, além das grandes obras de infraestrutura que acompanharão o desenvolvimento do País, contribuirão significativamente para impulsionar o consumo de vidros planos nos próximos anos.

Qual o conselho que a CBVP gostaria de passar aos empresários do setor vidreiro para 2013?
Invistam em seus negócios e acreditem no crescimento do mercado, porque nós estamos certos deste desenvolvimento. Demonstramos isso quando decidimos investir em duas novas e modernas fábricas (PE e outra na região Sudeste).

 

Ana Paula CamargoAna Paula Camargo- Diretora de Marketing da Guardian no Brasil

Que lembranças a Guardian guardará de 2012?
O ano atípico, considerando que começou com perspectiva alta e findou com crescimento inexpressivo. Contudo, mesmo com as dificuldades do mercado, a Guardian se destacou junto aos arquitetos e designers que a elegeram Empresa do Ano e também com o Top of Mind: Espelhos. A pesquisa foi realizada pelo Datafolha com arquitetos e designers do Brasil inteiro. Este reconhecimento do mercado nos deixa orgulhosos e felizes.

Em quanto a crise internacional prejudicou o desempenho do mercado em 2012?
O mercado é volátil e sensível ao cenário internacional. O consumo interno de vidros na China e na Europa reduziu significativamente e trouxe ofertas de produtos no mercado brasileiro para dar vazão à produção. O cuidado que os clientes, processadores devem ter é de que esta oferta tende a ser temporária, uma vez que o mercado deve se estabilizar e aquecer novamente, o que não garante oferta continua de produtos.

Qual o conselho que a Guardian gostaria de passar aos empresários do setor vidreiro para 2013?
Que continuem trabalhando firme para o crescimento de demanda e vendendo valor para o consumidor final, que está cada vez mais exigente.
O próximo ano deve ser também desafiador do ponto de vista econômico, mas com crescimento para o setor.