A taxa de vacância dos prédios corporativos do Rio de Janeiro registrou uma queda de 55% (2012), passando de 11% (2011) para 5% no ano passado. Isso porque, apesar dos novos empreendimentos, os eventos esportivos previstos para os próximos anos – Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 – estão atraindo novos investidores para a cidade. O levantamento foi feito pela Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, uma empresa especializada na administração e comercialização desse tipo de empreendimento.

Em 2012, o Rio de Janeiro recebeu 130 mil m² em novos prédios corporativos de alto padrão, aumentando assim o estoque total, que inclui empreendimentos de perfis B e C, para aproximadamente 5.930.000 m².

Com a chegada dos novos edifícios, o estoque de empreendimentos de perfis A e AA, que correspondem a prédios modernos, chegou a 1.178.000 m² no ano passado. Esses projetos são preferidos por empresas que buscam se instalar na cidade, pois atendem a uma série de especificações como sistema de ar condicionando central (ACC), malha de piso, sistema de segurança contra incêndio eficiente e acabamentos externos e internos de qualidade.

A previsão é que até o final de 2013, a cidade receba mais 110 mil m² em empreendimentos de alto padrão, sem contabilizar o projeto Porto Maravilha. No momento, 650 mil m² de prédios corporativos estão em fase de construção nas principais regiões de escritórios da capital fluminense – segundo o levantamento feito pela Colliers International Brasil, uma empresa de consultoria em soluções imobiliárias. Mas análises realizadas nos últimos dois anos mostram que apenas 60% do total esperado para um dos anos é de fato realizado.

Apesar da retração apresentada, o mercado corporativo carioca deve experimentar aumentos gradativos nas taxas de disponibilidade ainda em 2013 e também nos próximos anos.

Obra de retrofit no Edifício Manchete levou um ano e custou R$ 100 milhões

Retrofit: uma alternativa

Por causa da localização da cidade, situada entre o mar e as montanhas, a estratégia adotada por muitos investidores é o retrofit (como já citamos anteriormente, na edição 137). O termo define diversos níveis de restaurações, desde o retrofit somente de fachada a uma reforma e modernização de grande alcance do imóvel, na qual sua estrutura é totalmente renovada, incluindo ligações elétricas e hidráulicas.

As vantagens de submeter um prédio antigo ao retrofit são várias, sendo que a principal delas é que a obra de reforma é mais rápida do que o tempo que demoraria para erguer um prédio do zero. Uma segunda vantagem importante é o preço: uma reforma custa, no máximo, R$ 3,5 mil por m², o que representa de 40% a 60% do valor gasto em uma construção nova.

Em 2011, o mercado contabilizou 70 mil m² de edifícios antigos que já haviam passado pelo processo de modernização, a maior parte deles está localizada nos bairros de Botafogo, Flamengo e Centro.

Preço do aluguel

O Rio de Janeiro é considerado uma das cidades mais caras do mundo para se alugar um imóvel comercial, sendo que os bairros com o metro quadrado mais alto são Ipanema e Leblon.

Uma pesquisa realizada pela Colliers International Brasil aponta que de janeiro a março deste ano, o metro quadrado nestes bairros era comercializado a R$ 207, seguido por Botafogo com R$ 148 m²/mês e Flamengo com R$ 124 m²/mês. A surpresa no primeiro trimestre de 2013 ficou por conta da maior zona financeira da cidade, o Centro, que apareceu apenas na quarta posição, com R$ 123 m²/mês.

Os preços pedidos de locação de imóveis corporativos na cidade apontaram no fim do primeiro trimestre de 2013 a média de R$ 125,50 m²/mês, considerando os edifícios das classes A+, A e B, e apresentaram queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com a Colliers, esta retração deve-se a chegada de novos empreendimentos de alto padrão na cidade, após um longo período de escassez. Aproximadamente 650 mil m² estão em fase de construção ou projeto/aprovação nas principais regiões de escritórios da cidade do Rio de Janeiro. As análises realizadas nos últimos dois anos mostraram que aproximadamente 60% do total esperado para cada um dos anos é, de fato, realizado.

Apesar da retração apresentada, o mercado corporativo carioca deve experimentar aumentos gradativos nas taxas de disponibilidade ainda em 2013 e também nos próximos anos. “A expectativa é que esses valores cresçam em um ritmo menor e se estabilizem ao longo deste ano, em razão da entrega de novos empreendimentos”, prevê Simone Santos, diretora de serviços corporativos da Herzog.

Tabela