Temas expostos captaram a atenção dos presentes

Temas expostos captaram a atenção dos presentes

A unanimidade dos palestrantes era de que os vidros produzidos no Brasil e as tecnologias que foram agregadas ao produto, nos últimos 10 anos, atendem com folga às exigências da NBR 15575, principalmente nos quesitos controle térmico, controle acústico e resistência às cargas de vento. Aos palestrantes da Cebrace e da Guardian do Brasil, Luiz Barbosa e Pedro da Matta, respectivamente, sobrou somente a responsabilidade de passarem as vantagens dos produtos de suas marcas. Cada um “puxando a sardinha” para o seu lado, obviamente.
Pedro da Matta citou em suas palestras as oito zonas climáticas brasileiras e as exigências feitas pela nova norma atendendo às necessidades de conforto térmico em cada uma delas. Nesse quesito, mencionou que ela não é muito exigente.

Pedro da Matta, da Guardian.

Pedro da Matta, da Guardian.

No verão, por exemplo, orienta que a temperatura interna seja igual ou mais baixa que a externa e que no inverno seja sempre maior.
O executivo falou sobre a função que o vidro permite de não deixar entrar o calor, mantendo a quantidade de luz adequada. E mencionou a tendência atual de construção de grandes áreas envidraçadas com pé direito duplo.
Por fim, expos os dois tipos de linhas de vidros para controle solar da Guardian: a SunGuard, para o ramo comercial, e a ClimaGuard, para o residencial que busca uma eficiência energética diferenciada.
Luiz Barbosa, por sua vez, afirmou que a norma é bastante complexa, mas destacou que o Brasil produz vidros adequados para atender às novas exigências de desempenho acústico e térmico nas janelas e fachadas.

O palestrante mencionou o paradoxo que existe entre o desempenho lumínico e o desempenho térmico, citando que, quando mal especificado, o vidro pode ser um problema em vez de solução.
Sobre a proteção solar, explicou que os vidros recebem uma camada metalizada que confere aos vidros um bloqueio de até 80% dos raios UV e barram pouco mais

Luiz Barbosa, da Cebrace.

Luiz Barbosa, da Cebrace.

de 70% do calor. Nesse processo é gerada a cor, a intensidade da reflexão e quando barra ou deixa passar a luz.
Aproveitou o momento para falar sobre a linha Habitat, que divulga os vidros das linhas KNT e SKN de forma que o público leigo possa compreender. Os produtos deixam passar maior quantidade de luz sem a perda da luz nesse coeficiente. Devido a isso, a grande maioria dos vidros dessa linha possui um aspecto mais neutro, sendo mais parecida com o vidro comum.
Por fim, mencionou que os vidros fazem parte do time composto por caixilho, isolamento e alvenaria. “Ele é parte de um sistema. Se um dos componentes falhar, o sistema está comprometido”, comentou Barbosa, ao enumerar diversas composições de vidros apropriadas para isolamento acústico.

Mesa debatedora das palestras do setor vidreiro

Mesa debatedora das palestras do setor vidreiro

DEBATES

Durante os debates foi mencionado o vidro duplo, que nunca teve ótimo desempenho no Brasil. O palestrante acha que ele vai decolar, que é somente uma questão de tempo. Falou-se também de divulgar mais as qualidades do vidro diretamente aos consumidores, para que estes enxerguem os benefícios dos produtos sofisticados e aceitem pagar mais caro por isso.
Ariston de Lacerda, diretor da New Temper, comentou que, nas obras, a falta de conhecimento leva à não utilização dos produtos mais sofisticados. O que fazer para que as informações sobre os vidros cheguem ao pessoal que decide que vidro usar? Geralmente, quem tem esse poder de decisão é o pequeno vidraceiro e o pequeno serralheiro.
Respondendo a uma pergunta, o palestrante revelou que existe o desenvolvimento de um software de eficiência energética que será passado para os especificadores. Existe um protótipo sendo desenvolvido para o mercado nacional.