Para a elaboração desta reportagem, nossa equipe de jornalismo ligou para 13 dos 28 associados do Sincavidro a procura de alguma distribuidora fluminense que trabalhasse com os vidros corta-fogo e para-chama. Para a nossa surpresa, grande parte dos atendentes nem sabiam do que se tratavam; algumas empresas disseram que trabalham com o vidro Aramado, que possui certa resistência ao fogo; e apenas duas empresas afirmaram que, dependendo da quantidade, comercializam os vidros corta-fogo e para-chama.

Vidros resistentes ao fogo

O Grupo Paris foi uma dessas empresas. Fabiana Wandermurem, responsável pelo departamento comercial da companhia, explica que eles já trabalham há algum tempo com os vidros resistentes a fogo da Saint Gobain de Portugal, no entanto, o percentual de vendas desse produto ainda é mínimo dentro da demanda da distribuidora. A encomenda desses vidros pode demorar até seis meses para ser entregue, e a espessura deles varia conforme a necessidade do cliente.

Apesar de oferecer o vidro corta-fogo e para-chama, Fabiana conta que, no Brasil, o mais comum é o uso do vidro Aramado para quem deseja compor um espaço com certa resistência ao fogo.

No caso desse tipo de vidro, a espessura varia de 6 a 7 mm.

A outra companhia fluminense que também fornece vidros resistente ao fogo é a TemperGlass Rio. Os vidros são produzidos pela AGC na Bélgica e na República Tcheca, e passaram a ser comercializados no Brasil há alguns meses. Luis Henrique Neves Dias, sócio proprietário da TemperGlass Rio, explica que as encomendas demoram de 3 a 13 semanas para serem entregues no país e que os preços variam de R$ 500 a mais de R$ 2.500 o m². “É caro, mas estamos falando de pequenas quantidades, algumas portas ou divisores”, esclarece o empresário.

Ele começou a trabalhar com esse tipo de vidro há alguns meses e conta que a demanda ainda é muito pequena. “Esse tipo de vidro é muito caro e só é usado onde ele é obrigatório”, admite Luis, e conclui com isso: “Esperamos que a legislação evolua nos próximos anos e exija mais segurança nos prédios”.