Um ambiente mais hostil para os negócios não é o cenário ideal para jogadas de risco elevado.
As trinômias vendas, margens e adimplência devem ser intensamente perseguidas, mas cada uma delas possui seus próprios valores na equação dos negócios em tempo de crise.
Com certeza aumentar as vendas num momento de retração não deve ser prioridade. Tentar mantê-las em níveis razoáveis é ousadia que merece aplausos. Mas, insisto nesse ponto, não são nos volumes de vendas que repousam as grandes ameaças.
Nesse momento, esperamos que breve e passageiro, não tenham dúvidas, as outras duas variáveis, rentabilidade e adimplência, são as chaves para resolvermos a tal equação. Quem respeitá-las sem ceder espaço à  tentações perigosas, vai sair melhor dessa enrascada.
Insisto, e já falei isso aqui anteriormente, vender mais sacrificando margens e reduzindo lucros, pode até ser solução, mas precisa de muita conta, redobrado cuidado e, principalmente, horas de reflexão. Significa, grosso modo, trabalhar bem mais, para ganhar bem menos.  Ou seja, façam as contas e decidam se vale a pena.
Ainda nos resta o derradeiro “x” dessa tenebrosa equação. Ela atende pelo nome de ‘Adimplência’. É justo nela que está o nosso pote de ouro.
Pior que vender menos, muito pior do que ganhar menos, é vender e não receber.
Portanto, vamos nos esforçar para minimizar as oscilações nos volumes das nossas vendas, vamos controlar com rigidez matemática todos os nossos custos, mas, pela saúde e o futuro das nossas empresas, vamos travar a grande batalha de manter a adimplência de nossos clientes sob rigoroso controle.