Desejar um feliz 2016 é quase um clichê nessa época do ano. Desejo, mas não creio. Fazer o quê?
Contudo, tenho insistido nisso, chorar não vai fazer o ano passar mais rápido. Teremos um longo ano pela frente que só tem a nos oferecer paciência e sacrifício.
Controle rígido de custos, rigorosa gestão de caixa, baixo endividamento, investimentos seletivos, são fatores que definirão quem vai sofrer menos nos próximos meses.
Aquele que tentar crescer num momento de retração dos negócios deve possuir argumentos mais eficientes do que, simplesmente, abrir mão das suas margens.
Negócios mais escassos, competição acirrada, juízo redobrado. A mágica é a arte da ilusão. Iludir-se com faturamento robusto, mas sem lucro é sempre perigoso.
Para terminar esse artigo, reconheço escrito em momento inadequado, reitero minha certeza de que em 2016 teremos a oportunidade de reestruturar as nossas empresas, definir nossos objetivos e traçar novas estratégias. O momento nos induz a essas atitudes e reflexões.
Como já disse, a intimidade do empresário brasileiro com crises nos faz acreditar que, em breve, teremos mais uma amiga íntima.